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Produtos ilegais: “Melzinho do Amor”

Autores

Ana Cecília Bezerra Carvalho (ANVISA)

Julino A. R. Soares Neto (UFABC / USP)


De acordo com a legislação sanitária brasileira, nenhum produto com propriedades terapêuticas pode ser comercializado ou utilizado antes de ser autorizado. Porém, muitos produtos de origem vegetal são comercializados informalmente no Brasil, sem análise de sua qualidade, segurança e eficácia. Neste sentido, um problema recente identificado foi a venda de produto denominado “Melzinho do amor”, o qual seria composto por mel, própolis, canela e “ginseng da Malásia”, fabricado por diferentes empresas, com a alegação de aumento da libido.

Este produto não tem autorização de comércio e assim, não se conhece sua composição, ou mesmo informações sobre sua qualidade ou adequabilidade dos fabricantes.

“Melzinho do Amor”. Imagem extraída de: UNICAMP - Autor: Liana Coll; Fotos: Reprodução CIATox;  Edição de imagem: Renan Garcia
Produtos ilegais: “Melzinho do Amor”. Imagem extraída de: Coll et al. (2021)

Este produto não tem autorização de comércio e assim, não se conhece sua composição, ou mesmo informações sobre sua qualidade ou adequabilidade dos fabricantes. Este produto não possui informações sobre a nomenclatura botânica, para que se possa confirmar as espécies utilizadas, ou detalhes sobre a parte da planta ou o derivado utilizado.


Adicionalmente, suspeita-se que produto contenha, de forma não declarada, a sildenafila, substância vasodilatadora comercializada para o tratamento da disfunção sexual. Assim, além do risco relacionado aos insumos informados, ainda há os relacionados à sildenafila. De acordo com bula de medicamento que contém o ativo, o mesmo deve ser utilizado com muita cautela, devido aos riscos de distúrbios hemorrágicos, leucemia, ou úlcera péptica, além de poder causar diversos problemas, como perda da audição e/ou visão.


A regularização e fiscalização do comércio popular é complexa, devido à vastidão do país. Assim, é importante que sejam feitas campanhas de conscientização para que produtos irregulares não sejam adquiridos. A confirmação da regularidade do produto pode ser feita no sítio eletrônico da Anvisa por meio do link: https://consultas.anvisa.gov.br/.


 

Referências

 

Extraído de Boletim Planfavi, Nº 59 Jul./Set. 2021. Autores: Ana Cecília Bezerra Carvalho (ANVISA); Julino A. R. Soares Neto (UFABC / USP) Disponível em: https://www.cebrid.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Boletim-PLANFAVI-59-Julho-Agosto-Setembro-2021.pdf

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