• Fitobula

O Uso do Mel no Alívio da Tosse em Crianças Maiores de um Ano de Idade

RESUMO:

O mel é um produto com significativo valor econômico, cultural, nutricional, medicinal e ecológico. O seu uso no tratamento e alívio dos sintomas da tosse faz parte da medicina popular, mas também é objeto de estudos clínicos e revisões. Nesse primeiro texto, apresentamos de forma contextualizada, uma atualização e breve descrição da revisão sistemática da Cochrane Library e de outros estudos clínicos relevantes sobre o uso do mel no alívio da tosse em crianças, publicados a partir de 2014 e indexados no PubMed.

As evidências analisadas sugerem que o mel apresenta características favoráveis para o uso em crianças maiores de 1 ano de idade no alívio da tosse. Porém, ainda são necessários estudos clínicos mais robustos para avaliar a sua efetividade em períodos maiores de uso na tosse crônica. Independentemente de qualquer estudo, se deve ter em mente a necessidade de buscar um diagnóstico médico para a causa da tosse e evitar produtos sem garantias da qualidade, devido aos riscos de contaminação por esporos de Clostridium botulinum e toxina botulínica.


O Uso do Mel no Alívio da Tosse em Crianças Maiores de um Ano de Idade

1. TOSSE: DEFINIÇÃO E EPIDEMIOLOGIA

A tosse é um sintoma relacionado a uma grande variedade de patologias, pulmonares e extrapulmonares e foi classificada em aguda, subaguda e crônica quando possui sintomas com duração maior que oito semanas (SBPT, 2006) (Tabela 1). A tosse está descrita no DECs (Descritores em Ciências da Saúde) / MeSH (Medical Subject Headings) como:

“Expulsão súbita e audível de ar dos pulmões através de uma glote parcialmente fechada precedida por inalação. É uma resposta protetora que serve para limpar a traqueia, brônquios e/ou pulmões de irritantes e secreções ou para prevenir a aspiração de materiais estranhos para dentro dos pulmões”.

Portanto, é fundamental identificar as causas da tosse, que podem incluir o uso de medicamentos (ex.: beta-bloqueadores), ou provocada por bactérias, infecções virais das vias aéreas superiores e inferiores, doenças (ex.: refluxo gastresofágico, DPOC) e fatores ambientais, como os alérgenos e irritantes (SBPT, 2006) (Tabela 1).

É importante observar a importância do diagnóstico médico precoce das causas da tosse na infância, pois suas características podem ser marcadores iniciais de susceptibilidade à asma (Oren et al., 2015).

As crianças podem apresentar entre 3,8 e 8 episódios infecciosos por ano com tosse durável, em média, entre 1 e 3 semanas e 10% ainda poderão ter tosse após 4 semanas (Barbi e Longo 2007).

A tosse crônica também possui importante prevalência em adultos. Revisão realizada por Song et al. (2015), estimou que a prevalência global de tosse crônica em adultos foi de 9.6%, com maior concentração na região da Oceania (18.1%), seguida por Europa (12.7%), América (11.0%), Ásia (4.4%) e África (2.3%).

Em 2010, dentre as principais causas de morte global e DALYs (um DALY equivale a um ano de vida saudável perdido) estavam as infecções das vias aéreas inferiores, tabagismo, poluição do ar doméstico, DPOC, tuberculose, doença cardíaca isquêmica e poluição ambiental por material particulado (IHMS, 2013) (Figura 1).



Figura 1. As 10 principais doenças e lesões e os 10 principais fatores de risco com base na porcentagem de mortes globais e DALYs, 2010 (Extraído de: IHMS, 2013).

2. USO DO MEL PARA O ALÍVIO DA TOSSE EM CRIANÇAS*

Uma atualização da revisão sistemática da Cochrane Library (Oduwole et al., 2014) avaliou a efetividade do mel para a tosse aguda em crianças em atendimento ambulatorial. Essa revisão encontrou evidências que sugerem efeitos benéficos do mel para os sintomas da tosse. Mas é importante lembrar que o mel não cura a causa da tosse; por exemplo, a tosse causada por infecções por vírus ou bactérias (Tabela 1).

Essa revisão encontrou evidências que sugerem efeitos benéficos do mel sobre os sintomas da tosse.

Segundo revisão de Oduwole et al. (2014), o mel possui uma composição química complexa, composta por aproximadamente 25 tipos de carboidratos, aminoácidos, oligoelementos e flavonoides (substâncias antioxidantes). Alguns estudos sugerem que o mel possui propriedades anti-inflamatórias, antivirais e antibacterianas de amplo espectro contra várias bactérias gram-negativas e gram-positivas. Também é utilizado em medicamentos modernos para o tratamento de feridas infectadas e em xaropes para tosse.


O Uso do Mel no Alívio da Tosse em Crianças Maiores de um Ano de Idade

Entretanto, dentre 100 ensaios clínicos avaliados na revisão Cochrane apenas três ensaios foram incluídos devido aos critérios de inclusão. Esses três ensaios envolveram um total de 568 crianças e compararam o uso do mel isoladamente ou combinado com antibióticos, versus nenhum tratamento, uso de placebo ou medicamentos para tosse difenidramina (anti-histamínico H1) ou dextrometorfano (derivado opioide) (Oduwole et al., 2014).

Analisando os níveis de evidência, o efeito do mel foi considerado benéfico em relação ao placebo ou não fazer nada. O mel também pareceu ser melhor do que a difenidramina para aliviar e reduzir o efeito da tosse em crianças, mas não foi mais eficaz do que o xarope de dextrometorfano (Oduwole et al., 2014):


  • Evidência de Qualidade moderada: sugerindo que o uso do mel em crianças com mais um ano de idade é benéfico para reduzir a frequência da tosse.

  • Evidência de Alta qualidade: sugerindo que o mel parece ser melhor do que o placebo para reduzir a frequência da tosse

  • Evidência de baixa qualidade: sugerindo que o mel pode ser um pouco melhor que a difenidramina para reduzir a frequência da tosse

  • Evidência de Qualidade moderada: sugerindo que não houve diferença estatisticamente significativa entre o uso de mel comparado ao dextrometorfano para reduzir a frequência da tosse



Por outro lado, o dextrometorfano pode causar vários efeitos adversos (indesejáveis) ao paciente e o seu uso sem prescrição médica é perigoso. Em 2013, após eventos adversos graves com crianças, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou suspensão da importação, distribuição, comércio e uso do dextrometorfano, fabricado por uma empresa indiana (RE No - 3.641, de 2 de outubro de 2013).


A revisão também aponta que não é recomendado dar mel para crianças com menos de um ano de idade, devido ao risco de contaminação pela bactéria Clostridium botulinum (C. botulinum), que pode provocar uma doença grave (o botulismo) nos lactentes. Estima-se que um terço dos casos de botulismo ocorridos no mundo seja pela ingestão de mel contaminado (Oduwole et al., 2014).


Segundo revisão de Cereser et al. (2008) os esporos de C. botulinum possuem ampla distribuição e viabilidade, podendo sobreviver por mais de 30 anos em meio líquido, tolerar temperaturas de 100ºC por horas e germinar em temperaturas inferiores a 3ºC. O C. botulinum pode ser encontrado no solo, sedimentos aquáticos, fezes humanas, vegetais, trato intestinal de equinos, bovinos e aves. Trata-se de um bacilo gram-positivo, que se desenvolve em meio anaeróbio, portanto, alimentos embalados ou lacrados podem oferecer condições para o seu crescimento e a consequente produção de toxinas.

Plantas medicinais também podem estar contaminadas com esporos de C. botulinum, como observado em um estudo com a Matricaria chamomilla (camomila) (Bianco et al., 2008), comumente utilizada para aliviar as cólicas em crianças. Dentre as 200 amostras analisadas nesse estudo, 7,5% estavam contaminados com esporos botulínicos. A prevalência destes esporos foi significativamente maior na camomila vendida como droga vegetal em relação aos sachês.


O termo botulismo, utilizado na descrição dos casos de intoxicação por C. botulinum, é derivado do termo em latim botulus (salsicha), relacionada aos primeiros casos de botulismo cientificamente documentados (CDC, 1998).


O Center for Diasease Control and Prevention (CDC) dos EUA, classificou o botulismo em quatro formas de ocorrência, relacionadas às formas de aquisição: i) botulismo por intoxicação alimentar; ii) botulismo infantil; iii) botulismo por lesão; iv) botulismo indeterminado ou por colonização intestinal em adultos (CDC, 1998; Barboza et al., 2011).

O botulismo infantil está relacionado ao consumo de alimentos contaminados com esporos de C. botulinum por infantes que ainda não possuem uma flora bacteriana e ácidos biliares que inibiriam o seu crescimento. Assim, após a colonização intestinal por C. botulinum, a produção e absorção da toxina diretamente no intestino da criança é reconhecida como a principal causa do botulismo infantil (Cereser et al., 2008; Cagan et al., 2010). Cox e Hinkle (2002) descreveram o pico de incidência de casos de botulismo infantil em crianças menores de seis meses de idade.


Um estudo epidemiológico recente realizado na Dinamarca, identificou apenas nove casos de botulismo infantil no período de 1995 a 2015 (Drivenes et al., 2017). Apesar do conhecimento da ocorrência mundial de esporos de C. botulinum, ainda existem dados escassos sobre a ocorrência do botulismo infantil, possivelmente por ausência de diagnóstico correto, ausência de relato ou ambos (Koepke et al., 2008, Drivenes et al., 2017). Para uma revisão e atualização clínica do botulismo infantil consultar o estudo de Cox e Hinkle, 2002 e Rosow e Strober (2015).


Na revisão Cochrane (Oduwole et al., 2014), também são descritos alguns relatos de eventos adversos. Os pais de sete crianças que tomaram mel e de duas crianças que tomaram dextrometorfano relataram que seus filhos tiveram alguns eventos adversos leves, como insônia, hiperatividade e nervosismo. Os pais de três crianças que estavam no grupo que recebeu difenidramina relataram que elas tiveram sonolência.


Como todos os estudos avaliaram os efeitos das intervenções por apenas uma noite, não foi possível concluir nada sobre o efeito do mel sobre a duração da tosse. Portanto, ainda são necessários estudos mais robustos sobre a efetividade do uso de mel para o alívio dos sintomas da tosse crônica (Oduwole et al., 2014).


Publicações com o mesmo tema (avaliação do uso do mel para tosse em crianças) recuperadas no PubMed (de 2014 até 25/09/2017), também sugerem efeitos benéficos do mel sobre os sintomas da tosse (Tabela 2). Essas publicações incluem dados e discussões sobre as limitações, efetividade e aplicação prática do mel para o alívio da tosse em crianças.


Deve-se ter em mente a necessidade de orientar os pais e familiares para a busca de um diagnóstico médico da origem da tosse, as limitações e riscos de qualquer tratamento:


“É fundamental o tratamento da causa básica, porém nem sempre isto é possível e, em algumas ocasiões, um medicamento paliativo, principalmente de uso noturno, pode ser recomendado. Embora haja possibilidade de alívio com os medicamentos antitussígenos (todos muito frequentemente utilizados pelos médicos), a melhora é discreta, e deve-se em parte ao fato de a dose efetiva estar muito elevada, próxima da dose tóxica” (SBPT, 2006).


Existe um crescente interesse científico, ecológico, nutricional, toxicológico, terapêutico e econômico em torno do mel. Uma breve revisão sobre será apresentada nos próximos textos.

Links para baixar as tabelas: Tabela 1. Síntese de alguns dados da II Diretrizes brasileiras no manejo da tosse crônica (Extraído de SBPT, 2006)

Tabela 2. Síntese de alguns estudos sobre o uso do mel para o alívio dos sintomas tosse em crianças indexados no PubMed (de 2014 até 25.09.2017) Observações: *As informações disponíveis nesse texto e site são apenas para uso educacional, sem qualquer garantia expressa ou implícita do uso medicinal e/ou terapêutico. Os conteúdos disponibilizados pelo FitoBula não substituem a leitura integral das diretrizes médicas, fontes originais citadas, bem como, a busca por atualizações ou observações à legislação. Todos os estudos devem ser avaliados sob diversos aspectos técnicos e legais para que sejam considerados úteis na aplicação prática, incluindo a análise dos conflitos de interesses, qualidade do desenho dos estudos clínicos, uso de diretrizes, validade interna e validade externa, dentre outros.


REFERÊNCIAS

  • ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RESOLUÇÃO - RE No - 3.641, de 2 de outubro de 2013. Acesso em: 06.10.2017. Disponível em: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=04/10/2013&jornal=1&pagina=116&totalArquivos=196

  • Ayazi P, Mahyar A, Yousef-Zanjani M, Allami A, Esmailzadehha N, Beyhaghi T. Comparison of the Effect of Two Kinds of Iranian Honey and Diphenhydramine on Nocturnal Cough and the Sleep Quality in Coughing Children and Their Parents. PLoS One. 2017 Jan 19;12(1):e0170277.

  • Barbi E, Longo G. Chronic and recurrent cough, sinusitis and asthma. Much ado about nothing. Pediatr Allergy Immunol. 2007 Nov;18 Suppl 18:22-4.

  • Barboza, MMO; Santos, NF dos and Sousa, OV de. Surto familiar de botulismo no Estado do Ceará: relato de caso. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. [online]. 2011, vol.44, n.3, pp.400-402. ISSN 0037-8682.

  • Bianco MI, Lúquez C, de Jong LI, Fernández RA. Presence of Clostridium botulinum spores in Matricaria chamomilla (chamomile) and its relationship with infant botulism. Int J Food Microbiol. 2008 Feb 10;121(3):357-60. Epub 2007 Nov 17. Cagan E, Peker E, Dogan M, Caksen H. Infant Botulism. The Eurasian Journal of Medicine. 2010;42(2):92-94.

  • CCD. Centers for Disease Control and Prevention: Botulism in the United States, 1899-1996. Handbook for Epidemiologists, Clinicians, and Laboratory Workers, Atlanta, GA. Centers for Disease Control and Prevention, 1998.

  • Cereser, ND; Costa, FMR; Rossi, OD; Rebellatto da Silva, DA; Sperotto, VR. Botulismo de origem alimentar. Ciência Rural, vol. 38, núm. 1, janeiro-fevereiro, 2008, pp. 280-287. Chan C. Does honey improve cough symptoms in children with upper respiratory tract infections? Malaysian Family Physician : the Official Journal of the Academy of Family Physicians of Malaysia. 2014;9(2):53-54.

  • Cohen HA, Hoshen M, Gur S, Bahir A, Laks Y, Blau H. Efficacy and tolerability of a polysaccharide-resin-honey based cough syrup as compared to carbocysteine syrup for children with colds: a randomized, single-blinded, multicenter study. World J Pediatr. 2017 Feb;13(1):27-33. Epub 2016 Jul 15.

  • Cox N, Hinkle R. Infant Botulism. Am Fam Physician. 2002 Apr 1;65(7):1388-1393. Drivenes B, Krause TG, Andersson M, Müller L, Fuursted K, Pedersen T, Hansen AK, Børresen ML. Infant botulism in Denmark from 1995 to 2015. Dan Med J. 2017 Sep;64(9). pii: A5404.

  • Eisenstein, M. Pesticides: Seeking answers amid a toxic debate. Nature 521, S52–S55 (21 May 2015) doi:10.1038/521S52a. Published online 20 May 2015.

  • Goldman RD. Honey for treatment of cough in children. Can Fam Physician. 2014 Dec;60(12):1107-8, 1110.

  • IHMS. Instituto de Métrica e Avaliação em Saúde. Estudo de Carga de Doença Global: gerando evidências, informando políticas de saúde. Seattle, WA: IHME, 2013. Acesso em: 04.08.2017. Disponível em: http://www.healthdata.org/sites/default/files/files/policy_report/2013/GBD_GeneratingEvidence/IHME_GBD_GeneratingEvidence_FullReport_PORTUGUESE.pdfKoepke

  • R, Sobel J, Arnon SS. Global occurrence of infant botulism, 1976-2006. Pediatrics. 2008 Jul;122(1):e73-82.

  • Miceli Sopo S, Greco M, Monaco S, Varrasi G, Di Lorenzo G, Simeone G; Milk Honey Study (M&HS) Group. Effect of multiple honey doses on non-specific acute cough in children. An open randomised study and literature review. Allergol Immunopathol (Madr). 2015 Sep-Oct;43(5):449-55.

  • Oduwole O, Meremikwu MM, Oyo-Ita A, Udoh EE. Honey for acute cough in children. Cochrane Database of Systematic Reviews 2014, Issue 12. Art. No.: CD007094. DOI: 10.1002/14651858.CD007094.pub4. Acesso em: 04.08.2017. Disponível em: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/14651858.CD007094.pub4/full. Tradução do Centro Cochrane do Brasil (Maíra Parra). Acesso em: 04.08.2017. Disponível em: http://brazil.cochrane.org/news/mel-pode-ajudar-tratar-tosse-de-crian%C3%A7as-maiores-de-um-ano-de-idade

  • Oren E, Rothers J, Stern DA, Morgan WJ, Halonen M, Wright AL. Cough during infancy and subsequent childhood asthma. Clin Exp Allergy. 2015 Sep;45(9):1439-46. doi: 10.1111/cea.12573.

  • Peixoto DM, Rizzo JA1, Schor D1, Silva AR1, Oliveira DC1, Solé D2, Sarinho E. Use of honey associated with Ananas comosus (Bromelin) in the treatment of acute irritative cough. Rev Paul Pediatr. 2016 Dec;34(4):412-417. doi: 10.1016/j.rpped.2016.03.006. Epub 2016 Apr 16.

  • Rosow LK, Strober JB. Infant botulism: review and clinical update. Pediatr Neurol. 2015 May;52(5):487-92. doi: 10.1016/j.pediatrneurol.2015.01.006. Epub 2015 Jan 21.

  • SBPT. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. II Diretrizes brasileiras no manejo da tosse crônica. J. bras. pneumol. [Internet]. 2006 Nov [cited 2017 Sep 05]; 32(Suppl 6): s403-s446. Acesso em: 04.08.2017. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132006001000002&lng=en.

  • Song WJ, Chang YS, Faruqi S, Kim JY, Kang MG, Kim S, Jo EJ, Kim MH, Plevkova J, Park HW, Cho SH, Morice AH. The global epidemiology of chronic cough in adults: a systematic review and meta-analysis. Eur Respir J. 2015 May;45(5):1479-81. doi: 10.1183/09031936.00218714. Epub 2015 Feb 5.

  • Waris A, Macharia M, Njeru EK, Essajee F. Randomised double blind study to compare effectiveness of honey, salbutamol and placebo in treatment of cough in children with common cold. East Afr Med J. 2014 Feb;91(2):50-6.

  • Weissenstein A, Luchter E, Bittmann S. Medical honey and its role in paediatric patients. Br J Nurs. 2014 Mar 27-Apr 9;23(6):S30, S32-4.

7 visualizações

® FitoBula. 2019.

Todos os diretos reservados. 

  • Facebook
  • Instagram