Babosa

Espécie

Aloe vera (L.) Burm.f.

Família

Xanthorrhoeaceae

Sinonímia

'-

Nome Popular

Babosa, aloe

Parte utilizada/orgão vegetal

Gel incolor mucilaginoso de folhas frescas.(4)

Ref.: (1); (2); (3); (4)

Queimaduras de primeiro e segundo graus, e como cicatrizante.(5,6)

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS

CONTRAINDICAÇÕES

É contraindicado em pacientes com hipersensibilidade aos componentes do fitoterápico e, em casos de alergia conhecida às plantas da família Xanthrrorhoeacea.(5)

PRECAUÇÕES DE USO

Orientar a não utilização do produto se apresentar alteração da coloração.(5)

EFEITOS ADVERSOS

Foram relatados alguns casos de dermatite de contato que podem estar associados à presença de constituintes antracênicos, comumente encontrados na parte externa da folha que não deve ser utilizada nas preparações farmacêuticas.(5)

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Não foram encontrados dados descritos na literatura consultada.

FORMAS FARMACÊUTICAS

Gel hidrofílico e pomada.(5)

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO E POSOLOGIA

(DOSE E INTERVALO)

Tópica. Aplicar na área afetada uma a três vezes ao dia.(6)

TEMPO DE UTILIZAÇÃO

Não foram encontrados dados descritos na literatura consultada sobre o tempo máximo de utilização. O tempo de uso depende da indicação terapêutica e da evolução do quadro acompanhada pelo profissional prescritor.

SUPERDOSAGEM

Não foram encontrados dados descritos na literatura consultada sobre problemas decorrentes de superdosagem. Em caso de administração de quantidades acima das recomendadas, suspender o uso e manter o paciente em observação.

PRESCRIÇÃO

NOMES COMERCIAIS

Fitoterápico isento de prescrição médica

Solarcaine, Probeks

Variação de Preço:  R$ 21,38 / R$ 47,53

PRINCIPAIS CLASSES QUÍMICAS

Mistura complexa de polissacarídeos (pectinas, hemicelulose, glucomano, acemano e derivados de manose). Contém também triterpenos (exemplo, lupeol) e esteroides (campesterol e β-sitosterol).(5)

INFORMAÇÕES SOBRE SEGURANÇA E EFICÁCIA

ENSAIOS NÃO-CLINICOS

FARMACOLÓGICOS

Em estudos in vivo concluíram que o gel de aloe promove a cicatrização por estimulação direta de macrófagos e fibroblastos. Essa atividade possivelmente é modulada por polissacarídeos, predominantemente constituído por manose. Um carboidrato complexo isolado de aloe acelerou a cicatrização e reduziu reações na pele induzidas por radiação. O possível mecanismo dessa atividade envolve primeiro a ativação de macrófagos, que estimulam a liberação de citocinas fibrogênicas. Posteriormente, pode haver ligação direta de fatores de crescimento ao carboidrato, prolongando a estimulação do tecido de granulação. Os efeitos terapêuticos do gel de aloe incluem prevenção da isquemia dérmica progressiva causada por queimaduras; ulcerações causadas pelo frio; queimadura elétrica e abuso de drogas por via intra-arterial. Em estudos in vivo concluíram que o gel de aloe atua como inibidor da síntese de tromboxano A2, um mediador do dano tecidual progressivo. O gel fresco de aloe reduziu significativamente a inflamação aguda em ratos, não sendo observado nenhum efeito sobre a inflamação crônica. Possíveis mecanismos de ação anti-inflamatória do gel de aloe incluem ação sobre a bradiquinase e inibição de tromboxano B2 e prostaglandina F2 . Esteroides existentes no gel de aloe, incluindo lupeol, podem contribuir para a ação anti-inflamatória.(5)

ENSAIOS NÃO-CLINICOS

TOXICOLÓGICOS

Não foram encontrados dados descritos na literatura consultada.

ENSAIOS CLINICOS

FARMACOLÓGICOS

Ensaios clínicos Farmacológicos Em estudo duplo-cego randomizado concluiu-se que uma formulação contendo gel de aloe combinado com tretinoína foi significativamente mais efetiva do que tratamentos com creme contendo tretinoína e placebo, no tratamento de acne.(7) O gel fresco de aloe tem sido utilizado para o tratamento de queimaduras induzidas por radiação. Um creme contendo aloe acelerou a cicatrização de úlceras causadas por radiação, entretanto, o gel fresco foi mais efetivo. Em ensaio clínico placebocontrolado com 27 pacientes com queimaduras concluiu-se que o grupo tratado com gel de aloe apresentou cicatrização mais rápida do que o grupo tratado com gaze vaselinada. Em investigações clínicas concluiu-se que o gel de aloe acelera os processos de cicatrização.(5) Estudo randomizado, duplo cego, placebo controlado, com pacientes submetidos a hemorroidectomia aberta, que fizeram uso do creme contendo A. vera apresentaram menor grau de dor pós-operatória, cicatrização superior e menor consumo de analgésicos quando comparado com o grupo placebo.(8) Um creme contendo A. vera a 0,5% foi avaliado em comparação com sulfadiazina de prata a 1% no tratamento de queimaduras, em trinta pacientes que apresentavam queimadura de segundo grau. O creme contendo A. vera mostrou-se superior quanto ao processo de cicatrização e reepitelização da pele ocorrendo em menos de 16 dias, enquanto que o tratamento com o creme de sulfadiazina de prata o processo de cicatrização foi em média de 19 dias.(9)

FONTE

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Farmacopeia Brasileira. Memento Fitoterápico, 1° Edição, 2016. Disponível em: http://bit.ly/2LMgjOy

SELEÇÃO DE PUBLICAÇÕES

1: Zhang Y, Liu W, Liu D, Zhao T, Tian H. Efficacy of Aloe Vera Supplementation on Prediabetes and Early Non-Treated Diabetic Patients: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. Nutrients. 2016 Jun 23;8(7).

 

2: Dick WR, Fletcher EA, Shah SA. Reduction of Fasting Blood Glucose and Hemoglobin A1c Using Oral Aloe Vera: A Meta-Analysis. J Altern Complement Med. 2016 Jun;22(6):450-7.

 

3: Suksomboon N, Poolsup N, Punthanitisarn S. Effect of Aloe vera on glycaemic control in prediabetes and type 2 diabetes: a systematic review and meta-analysis. J Clin Pharm Ther. 2016 Apr;41(2):180-8.

 

4: Costa CR, Amorim BR, de Magalhães P, De Luca Canto G, Acevedo AC, Guerra EN. Effects of Plants on Osteogenic Differentiation and Mineralization of Periodontal Ligament Cells: A Systematic Review. Phytother Res. 2016 Apr;30(4):519-31.

REFERÊNCIAS

(1) TROPICOS. Disponível em: http://www.tropicos.org/NameSearch.aspx?name=Aloe+vera&co mmonname=>. Acessado em: 06 maio 2016.

(2) BOCHNER, R.; FISZON, J. T.; ASSIS, M. A.; AVELAR, K. E. S. Problemas associados ao uso de plantas medicinais comercializadas no Mercadão de Madureira, município do Rio de Janeiro, Brasil. Revista Brasileira de Plantas Medicinais. v. 14, p.537-547, 2012.

(3) ZUCCHI, M. R.; OLIVEIRA JÚNIOR, V. F.; GUSSONI, M. A.; SILVA, M. B.; SILVA, F. C.; MARQUES, N. E. Levantamento etnobotânico de plantas medicinais na cidade de Ipameri – GO. Revista Brasileira de Plantas Medicinais. v.15, p. 273-279. 2013.

(4) BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Farmacopeia Brasileira. 5. ed. Brasília, DF: ANVISA, v. 2, 2010. (5) WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO monographs on selected medicinal plants. Geneva, Switzerland: World Health Organization, v. 1, p. 43-49, 1999.

(6) BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 1. ed. Brasília, DF: ANVISA, 2011, 126p.

(7) HAJHEYDARI, Z.; SAEEDI, M.; MORTEZASEMNANI, K.; SOLTANI, A. Effect of Aloe vera topical gel combined with tretinoin in treatment of mild and moderate acne vulgaris: a randomized, double-blind, prospective trial. Journal of Dermatological Treatment. v. 25, p. 123-129, 2014.

(8) ESHGHI, F. et al. Effects of Aloe vera cream on posthemorrhoidectomy pain and wound he- aling: results of a randomized, blind, placebocontrol study. The Journal of Alternative and Complementary Medicine, v. 16, n. 6, p. 647-50, 2010.

(9) KHORASANI, G. et al. Aloe versus silver sulfadiazine creams for second-degree burns: a randomized controlled study. Surgery Today, v. 39, n. 7, p. 587-591, 2009.

(10) HORGAN, D.J. Widespread dermatitis after topical treatment of chronic leg ulcers and stasis dermatitis. Canadian Medical Association Journal, v. 138, n.4, p. 336-38, 1988.

Imagem Name Aloe vera (L.) Burm. f. Image Kind Photo (general). Copyright David Stang. Photographer David Stang. Source ZipcodeZoo.com. Location Else Kientzler Botanical Garden, Sarchi Norte, Costa Rica. Date    6/5/2008. Fonte: Tropicos. Disponível em: http://bit.ly/2RNPUoY

ENSAIOS CLINICOS

TOXICOLÓGICOS

Encontram-se relatos de ocorrência de dermatite de contato e sensação de queimação, em decorrência do uso tópico de gel de A. vera. Possivelmente, essas reações devem-se à presença de resíduos de antraquinonas no gel utilizado.(5,10)

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