Barbatimão

IDENTIFICAÇÃO

Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville

Leguminosae

-

Sinonímia

Espécie

Família

Ref.: (1); (2)

Nome Popular

Barbatimão

Parte utilizada/órgão vegetal

Cascas.(2)

Cicatrizante.(3)

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS

 

Contraindicado em situações em que há necessidade da exsudação por meio de drenos ou de forma espontânea.(3)

CONTRAINDICAÇÕES

 

As formas farmacêuticas de uso externo não deverão ser aplicadas em úlceras ou ferimentos que necessitem de alta vascularização.(3)

PRECAUÇÕES DE USO

 

Poderá ocorrer reação alérgica em pessoas com histórico de alergias a outras espécies vegetais.(3)

EFEITOS ADVERSOS

 

Devido à presença de taninos como componente desse fitoterápico, evitar o uso concomitante com sais de prata, bases proteicas e princípios ativos vasodilatadores.(3)

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

 

Uso externo Creme: contendo 10% de extrato glicólico de S. adstringens. (3) Pomadas: contendo 5% do extrato glicólico de S. adstringens ou pomada contendo 3% de extrato seco.(14) ** As preparações devem conter 30 mg de fenóis totais e 27 mg de taninos totais.(3)

FORMAS FARMACÊUTICAS

 

Uso externo Aplicar até três vezes ao dia na área afetada, após a higienização.(3)

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO E POSOLOGIA (DOSE E INTERVALO)

 

O tempo de uso depende da indicação terapêutica e da evolução do quadro acompanhada pelo médico.

TEMPO DE UTILIZAÇÃO

 

Em caso de administração de quantidades acima das recomendadas, suspender o uso e manter o paciente em observação.

SUPERDOSAGEM

 

PRESCRIÇÃO

Fitoterápico, isento de prescrição médica.

 

Fitoscar

NOMES COMERCIAIS

Variação de Preço: R$ 49,99 /  R$ 166,00

 

Taninos, proantocianidinas, ácidos fenólicos e flavonoides.(2,4,5,6,7)

PRINCIPAIS CLASSES QUÍMICAS

INFORMAÇÕES SOBRE SEGURANÇA E EFICÁCIA

 

Efeitos cicatrizantes foram descritos para extratos das cascas de S. adstringens e para pomadas contendo extratos de entrecascas dos caules.(8,9,10,11) Pomada contendo 10% do extrato aquoso fluido obtido a partir das cascas de S. adstringens favoreceu o processo de cicatrização de feridas cutâneas em ratos Wistar machos tratados por um período de 30 dias. A epitelização das lesões foi observada após 14 dias de tratamento com a pomada de S. adstringens por meio de avaliação macroscópica e análise histológica.(9,10) Outro estudo também confirma essa propriedade,(11) demonstrando que pomada contendo 1% de fração do extrato aquoso de S. adstringens, apresenta efeitos favoráveis na reepitelização de lesões cutâneas em ratos Wistar machos tratados por 4, 7 e 10 dias. A aplicação tópica da pomada de S. adstringens demonstrou estimular a proliferação celular sem afetar, a migração de queratinócitos ou a contração das feridas.

Ensaios não-clínicos Farmacológicos

Extrato acetônico das entrecascas dos caules de S. adstringens apresentou DL50 de 2699 mg/kg por via oral, em dose única, à camundongos Swiss machos monitorados por um período de sete dias.(12) A fração enriquecida em proantocianidinas, das cascas dos caules de S. adstringens, foi administrada por via oral a camundongos Swiss machos (N=30) e fêmeas (N=30) em diferentes doses apresentando DL50 de 3015 mg/kg.(13) Em estudo da toxicidade subcrônica de extrato acetônico das entrecascas dos caules de S. adstringens em ratos Wistar machos tratados durante 30 dias por via oral nas concentrações de 0,80 g/kg (N=17) e 1,60 g/kg (N=17), demonstrou-se que o extrato nas concentrações de 0,80 g/kg e 1,60 g/kg, é tóxico aos animais após 30 dias de tratamento, ocorrendo efeitos indesejáveis proporcionais ao aumento da dose. Houve decréscimo do ganho de peso corporal a partir do 15º dia, provavelmente por interferência do extrato na absorção de alimentos ou por causar anorexia. Houve alteração em relação à concentração plasmática de glicose e aspartato amino transferase.(12) As atividades mutagênica e antimutagênica da fração enriquecida em proantocianidinas das entrecascas de S. adstringens foram avaliadas pelo teste dos micronúcleos. A fração testada nas doses de 0,750; 1,50 e 2,250 g/kg por via oral, possibilitou concluir que a fração não causou genotoxicidade nas doses testadas. Além disso, a fração causou efeito antimutagênico na dose de 0,750 g/kg, demonstrando proteção contra a ação do agente citotóxico ciclofosfamida.(13)

Ensaios não-clínicos Toxicológicos

Efeitos cicatrizantes foram descritos para extratos das cascas de S. adstringens e para pomadas contendo extratos de entrecascas dos caules.(8,9,10,11) Pomada contendo 10% do extrato aquoso fluido obtido a partir das cascas de S. adstringens favoreceu o processo de cicatrização de feridas cutâneas em ratos Wistar machos tratados por um período de 30 dias. A epitelização das lesões foi observada após 14 dias de tratamento com a pomada de S. adstringens por meio de avaliação macroscópica e análise histológica.(9,10) Outro estudo também confirma essa propriedade,(11) demonstrando que pomada contendo 1% de fração do extrato aquoso de S. adstringens, apresenta efeitos favoráveis na reepitelização de lesões cutâneas em ratos Wistar machos tratados por 4, 7 e 10 dias. A aplicação tópica da pomada de S. adstringens demonstrou estimular a proliferação celular sem afetar, a migração de queratinócitos ou a contração das feridas.

Ensaios clínicos Farmacológicos

Extrato acetônico das entrecascas dos caules de S. adstringens apresentou DL50 de 2699 mg/kg por via oral, em dose única, à camundongos Swiss machos monitorados por um período de sete dias.(12) A fração enriquecida em proantocianidinas, das cascas dos caules de S. adstringens, foi administrada por via oral a camundongos Swiss machos (N=30) e fêmeas (N=30) em diferentes doses apresentando DL50 de 3015 mg/kg.(13) Em estudo da toxicidade subcrônica de extrato acetônico das entrecascas dos caules de S. adstringens em ratos Wistar machos tratados durante 30 dias por via oral nas concentrações de 0,80 g/kg (N=17) e 1,60 g/kg (N=17), demonstrou-se que o extrato nas concentrações de 0,80 g/kg e 1,60 g/kg, é tóxico aos animais após 30 dias de tratamento, ocorrendo efeitos indesejáveis proporcionais ao aumento da dose. Houve decréscimo do ganho de peso corporal a partir do 15º dia, provavelmente por interferência do extrato na absorção de alimentos ou por causar anorexia. Houve alteração em relação à concentração plasmática de glicose e aspartato amino transferase.(12) As atividades mutagênica e antimutagênica da fração enriquecida em proantocianidinas das entrecascas de S. adstringens foram avaliadas pelo teste dos micronúcleos. A fração testada nas doses de 0,750; 1,50 e 2,250 g/kg por via oral, possibilitou concluir que a fração não causou genotoxicidade nas doses testadas. Além disso, a fração causou efeito antimutagênico na dose de 0,750 g/kg, demonstrando proteção contra a ação do agente citotóxico ciclofosfamida.(13)

Ensaios clínicos Toxicológicos

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Farmacopeia Brasileira. Memento Fitoterápico, 1° Edição, 2016. Disponível em: http://bit.ly/2LMgjOy

FONTE

SELEÇÃO DE PUBLICAÇÕES 

 

(1) TROPICOS. Disponível em: http://www.tropicos.org/Name/13001565?tab=synonyms>. Acesso em: 06 maio. 2016.

(2) BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Farmacopeia Brasileira. 5. ed. Brasília, DF: ANVISA, v. 2, 2010. 885 p.

(3) BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 1. ed. Brasília, DF: ANVISA, 2011. 126 p.

(4) LOPES, G. C.; MACHADO, F. A. V.; TOLEDO, C. E. M.; SAKURAGUI, C. M.; MELLO, J. C. P. Chemotaxonomic significance of 5-deoxyproanthocyanidins in Stryphnodendron species. Biochemical Systematics and Ecology, v. 36, p. 925-931, 2009.

(5) ISLER, A. C.; LOPES, G. C.; CARDOSO, M. L. C.; MELLO, J. C. P. Development and validation of a lc-method for the determination of phenols in a pharmaceutical formulation containing extracts from Stryphnodendron adstringens. Quimica Nova, v. 33, p. 1126-1129, 2010.

(6) MELLO, J. P.; PETEREIT, F.; NAHRSTEDT, A. Flavan-3-ols and prodelphinidins from Stryphnodendron adstringens. Phytochemistry, v. 41, p. 807-813, 1996.

(7) MELLO, J. P.; PETEREIT, F.; NAHRSTEDT, A. Prorobinetinidins from Stryphnodendron adstrin- gens. Phytochemistry, v. 42, p. 857-862, 1996.

(8) COSTA, M. A.; ISHIDA, K.; KAPLUM, V.; KOSLYK, E. D. A.; MELLO, J. C. P.; UEDANAKAMURA, T.; FILHO, B. P. D.; NAKAMURA, C. V. Safety evaluation of proanthocyanidin poly- mer-rich fraction obtained from stem bark of Stryphnodrndron adstringens (barbatimão) for use as pharmacological agent. Regulatory Toxicology and Pharmacology, v. 58, p. 330-335, 2010.

 (9) BRANDÃO, M. G. L.; ZANETTI, N. N. S.;OLIVEIRA, P.; GRAEL, C. F. F.; SANTOS, A. C. P.; MONTE-MÓR, R. L. M. Brazilian medicinal plants describedby 19th european naturalists and in the oficial pharmacopoeia. Journal of Ethnopharmacology, v. 120, p. 141-148, 2008.

(10) VICENTE, R. A.; LEITE E SILVA, V. R.; BABY, A. R.; VELASCO, M. V.. R; BEDIN, V. Double-blind, randomized, placebo-controlled trial of a cream containing the Stryphnodendron adtsringens (Martius) Coville bark extract for suppressing terminal hair growth. Journal of European Academy of Dermatology and Venereology, v. 23, p. 410-414, 2009.

(11) HERNANDES, L.; PEREIRA, L. M. S.; PALAZZO, F.; MELLO, J. C. P. Wound-healing evaluation of ointment from Stryphnodendron ads- tringens (barbatimão) in rat skin. Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences, v. 46, n. 3, p. 431- 436, 2010.

(12) REBECCA, M. A.; ISHII-IWAMOTO, E. L.; GRESPAN, R.; CUMAN, R. K. N.; CAPARROZASSEF, S. M.; MELLO, J. C. P. et al. Toxicological studies on Stryphnodendron adstringens. Journal of Ethnopharmacology, v. 83, n. 1-2, p. 101-104, 2002.

(13) COSTA, M. A.; ISHIDA, K.; KAPLUM, V.; KOSLYK, E. D.; MELLO, J. C. P.; UEDANAKAMURA, T. Safety evaluation of proan- thocyanidin polymer-rich fraction obtained from stem bark of Stryphnodendron adstringens (bar- batimão) for use as a pharmacological agent. Regulatory Toxicology and Pharmacology, v. 58, n. 2, p. 330-335, 2010.

(14) MINATEL, D. G.; PEREIRA, A. M. S.; CHIARATTI, T. M.; PASQUALIN, L.; OLIVEIRA, J. C. N.; COUTO, L. B. et al. Estudo clínico para validação da eficácia de pomada contendo barbatimão (Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville) na cicatrização de úlceras de decúbito. Revista Brasileira de Medicina, v. 67, n. 7, p. 250-256, 2010.

Imagem. A specimen from Kew's Herbarium - K000849655. Herbarium, RBG Kew. Kew Royal Botanic Gardens. Disponível em: https://www.kew.org/. “RBG, Kew cannot warrant the quality or accuracy of the data.”

REFERÊNCIAS

® FitoBula. 2019.

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