Kava-kava

IDENTIFICAÇÃO

Piper methysticum G. Forst .

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Piperaceae

-

Sinonímia

Espécie

Família

Ref.: (1); (2)

Nome Popular

Kava-kava

Parte utilizada/órgão vegetal

Rizoma. (2)

Indicado para o tratamento sintomático de estágios leves a moderados de ansiedade e insônia, em curto prazo (1-8 semanas de tratamento).(3-12)

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS

 

Durante a gravidez e lactação, e em pacientes com depressão endógena ou afecções hepáticas. Vários casos de toxicidade hepática foram relatados na Europa após uso de produtos à base de plantas contendo extratos de P. methysticum. (4,13) É contraindicado para pacientes com afecções hepáticas (hepatite, cirrose, icterícia e outros) e/ou que utilizam medicamentos que possam causar hepatotoxicidade, tais como acetaminofeno, inibidores da HMG-CoA redutase, isoniazida, metotrexato, entre outros. Esse fitoterápico é contraindicado para menores de 12 anos, e para lactantes.

CONTRAINDICAÇÕES

 

P. methysticum não deve ser administrado por mais de 3 meses sem orientação médica. Mesmo quando administrado no intervalo de dosagem recomendada, reflexos motores e a capacidade de dirigir ou operar máquinas pesadas podem ser prejudicados.(4)

PRECAUÇÕES DE USO

 

Estudo de farmacovigilância envolvendo 4.049 pacientes que receberam extrato padronizado de P. methysticum contendo 70% de kavapironas (extrato 150 mg, equivalente a 105 mg kavapironas) por via oral/dia durante sete semanas, reações adversas foram relatadas em 61 pacientes (1,5%). As principais reações foram queixas gastrointestinais ou reações alérgicas cutâneas.(9,14) Em estudo com 3.029 pacientes que receberam extrato padronizado de P. methysticum com 30% de kavapironas (800 mg de extrato, equivalente a 240 mg kavapironas) por via oral/dia durante 4 semanas, reações adversas foram relatadas em 2,3% dos pacientes. Foram relatados casos de reações alérgicas, de queixas gastrointestinais, de cefaleia ou tonturas, e de outros problemas indefinidos.(14, 25) A administração crônica do rizoma ou suas preparações podem causar coloração amarelada transitória da pele e unhas, reversível após a descontinuação da droga.(4) Excesso e abuso crônico de infusões do rizoma têm sido historicamente associados à dermopatia escamosa e eruptiva de etiologia desconhecida.(15) Reações alérgicas da pele e ictiose também foram relatadas.(16-18) Em duas pacientes, a reação foi observada em áreas ricas em glândulas sebáceas, sendo que fizeram uso por 3 semanas em terapia antidepressiva sistêmica com o rizoma. A reação resultou na formação de pápulas e placas na face ventral e dorsal do tórax.(19) Estudo em uma comunidade aborígene australiana demonstrou que o abuso crônico do rizoma de kava levou à desnutrição e perda de peso, aumento dos níveis de γ-glutamil transferase, diminuição dos níveis de proteína do plasma, e redução do volume de plaquetas e número de linfócitos.(20) Em voluntários saudáveis, distúrbios da acomodação visual, e distúrbios no equilíbrio oculomotor, foram notificados após a ingestão de grandes doses de kava. (21) O consumo crônico (6 meses) de grandes quantidades da infusão do rizoma (5-6 xícaras/dia) tem sido relatado como causador de anorexia, diarreia e distúrbios visuais.(17) Um relato de caso de atetose envolvendo membros, tronco, pescoço e da musculatura facial, com atetose acentuada da língua, foi associado ao consumo crônico de grandes quantidades do rizoma de kava.(22,23)

EFEITOS ADVERSOS

 

A eficácia de medicamentos e drogas de ação central, tais como álcool, barbitúricos e outros psicofármacos pode ser potencializada.(4) Foi relatada a interação medicamentosa entre P. methysticum, alprazolam, cimetidina e terazosina.(24)

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

 

Cápsulas ou comprimidos contendo a droga vegetal e extratos secos para uso oral.(4)

FORMAS FARMACÊUTICAS

 

Oral. Dose diária: droga vegetal ou extratos, equivalente a 60–210 mg de kavapironas ou 100 mg do extrato padronizado (70% de kavapironas), três vezes ao dia; na concentração de 30%, a dose é de 200 mg três vezes ao dia.(4,7,10-12,25)

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO E POSOLOGIA (DOSE E INTERVALO)

 

O tempo de uso depende da indicação terapêutica e da evolução do quadro acompanhada pelo médico.

TEMPO DE UTILIZAÇÃO

 

Os sintomas de intoxicação após uso de altas doses de P. methysticum são: ataxia, desequilíbrio, distúrbios da fala, fadiga e sonolência, dificuldade de acomodação visual, dilatação das pupilas, distúrbios do balanço oculomotor, problemas articulares, perda de apetite e de peso e ressecamento da pele acompanhado de coloração amarelada. Adicionalmente, foram descritas reações paradoxais com potencialização da ansiedade e ocorrência de lesões hepáticas irreversíveis após superdosagem. A utilização de altas doses de P. methysticum foi relacionada ao aumento dos níveis de γ-glutamil transferase (GGT). Em caso de superdosagem, suspender a medicação imediatamente.(26) Recomenda-se tratamento de suporte sintomático pelas medidas habituais de apoio e controle das funções vitais. Na superdosagem aguda, o tratamento deve ser instituído com passagem de sonda nasogástrica seguida de esvaziamento e lavagem gástrica. Os sintomas de superdosagem melhoram com a interrupção da administração de P. methysticum. Se ocorrer eritema ou edema em extensas áreas, pode ser necessário o uso de corticoides.

SUPERDOSAGEM

 

PRESCRIÇÃO

Fitoterápico, somente sob prescrição médica.

 

Kava Kava - Herbárium

NOMES COMERCIAIS

Variação de Preço: R$ 31,93  /  R$ 37,90

 
+ Informações

Lactonas: kavalactonas, também conhecidas como kavapironas.(27)

PRINCIPAIS CLASSES QUÍMICAS

INFORMAÇÕES SOBRE SEGURANÇA E EFICÁCIA

 

Em estudos in vitro não ocorreram o bloqueio da recaptação de serotonina por kavalactonas de forma significativa, entretanto, verificou-se o bloqueio para a noradrenalina por três lactonas, descrevendo-se assim outro possível mecanismo de ação.(28) Em modelos animais, kava é conhecida por inibir convulsões induzidas experimentalmente.(29) Estudos possibilitaram considerar que esse efeito anticonvulsivo pode ser mediado por receptores de canal de Na+ locais, que são alvos comuns de drogas antiepilépticas.(30-32)

Ensaios não-clínicos Farmacológicos

A DL50 do extrato acetônico padronizado em 70% de kavalactonas, em camundongos e ratos, foi maior que 1,5 g/kg após a administração oral e maior que 0.360 g/kg após administração intraperitoneal. Esse extrato em camundongos, nas doses de 0,770- 2,800 g/kg de peso, por via oral, e nas doses de 0,280 a 0,600 g/kg de peso por via intraperitoneal, bem como em ratos, nas doses de 0,770-2,100 g/ kg de peso por via oral e 0.280-0,460 g/kg de peso por via intraperitoneal, desencadeou efeitos dose dependentes na redução da motilidade espontânea, ataxia, sedação, em decúbito lateral com redução dos reflexos por estímulo, inconsciência e morte por parada respiratória. Resultados similares foram observados após a administração intraperitoneal ou intragástrica de diidrometisticina e diidrokavaína. O extrato acetônico foi testado quanto a sua toxicidade crônica, em ratos e cães, por um período de 26 semanas; a dose máxima em ratos foi de 320 mg/kg e em cães foi de 60 mg/kg. Nessas doses, foram observadas alterações histopatológicas em tecidos do fígado e dos rins. Os cães toleraram dose de 24 mg/ kg/dia e os ratos de 20 mg/kg/dia, sem apresentar reações adversas.(33)

Ensaios não-clínicos Toxicológicos

O extrato de P. methysticum é desprovido de propriedades hipnóticas como mostram ensaios clínicos acompanhados de EEG quantitativo.(32) Em estudos clínicos sobre a influência na qualidade do sono, observou-se que a quantidade de fusos de sono e a porcentagem de sono profundo aumentaram, o sono REM não apresentou alterações, o estágio 1 do sono e a latência do sono tenderam a diminuir e o tempo de sono subjetivo aumentou. A influência de fitoterápicos à base de P. methysticum sobre a qualidade do sono não é acompanhada de restrição na capacidade de reação.(32) A metanálise de três ensaios clínicos em que utilizaram doses de 100 mg, administrados três vezes ao dia, do extrato padronizado de P. methysticum WS 1490, correspondendo a 210 mg/dia de kavalactonas, durante quatro, oito e 24 semanas, que envolveram 198 pacientes, sendo que 51% dos pacientes foram diagnosticados pelo padrão da American Psychiatric Association’s Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM III-R). Nos três ensaios houve resultados favoráveis ao extrato de P. methysticum (apresentando redução de 10 pontos na escala de ansiedade de Hamilton) em relação ao placebo, e a metanálise desses resultados mostrou redução significante no escore total da escala de Hamilton em favor de P. methysticum. (34) Estudo de metanálise para demonstrar a eficácia terapêutica e a segurança de extratos padronizados de kava no tratamento da ansiedade foi realizado, envolvendo 158 pacientes com ansiedade não-psicótica, escore 19 na escala de ansiedade de Hamilton, e que receberam 300 mg/dia do extrato de P. methysticum (correspondendo a 210 mg/dia de kavalactonas). A metanálise sugeriu redução significativa no escore total da escala de ansiedade de Hamilton nos pacientes tratados com o extrato padronizado de P. methysticum em relação àqueles tratados com o placebo.(35) Em estudo duplo-cego, placebo controlado, com 29 pacientes tratados durante quatro semanas com 100 mg de extrato de kava (padronizado em 70% de kavalactonas) três vezes ao dia, em comparação com o grupo placebo, verificou-se que o grupo kava diminuiu de maneira significativa os sintomas de ansiedade medidos na escala de ansiedade de Hamilton.(5) Em estudo duplo cego, placebo controlado com dois grupos de 20 mulheres, que usaram a mesma dosagem do estudo anteriormente descrito, concluiu-se que o grupo kava foi eficaz em diminuir a ansiedade associada à menopausa.(6) Em uma série de estudos, extratos de kava têm sido comparados favoravelmente à prescrição de medicamentos, tais como ansiolíticos e antidepressivos tricíclicos (muitas vezes utilizados para tratar transtornos de ansiedade), e sem os efeitos adversos comumente relatados para estas drogas.(7,8) O uso de Kava não diminui a atenção e parece melhorar a concentração. Em dois estudos separados, oxazepam (medicamento ansiolítico) diminuiu o tempo de reação, enquanto kava reforçou a performance.(9,10)

Ensaios clínicos Farmacológicos

Com doses 100 vezes maiores do que aquelas testadas clinicamente e recomendadas na terapêutica para P. methysticum, observou-se a ocorrência dos seguintes sinais e sintomas: ataxia, erupção cutânea, queda de cabelo, icterícia de pele, esclerótica e unhas, vermelhidão nos olhos, dificuldade de acomodação visual, problemas de audição, dificuldade de deglutição, até problemas respiratórios, perda de apetite e de peso.(4,26)

Ensaios clínicos Toxicológicos

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Farmacopeia Brasileira. Memento Fitoterápico, 1° Edição, 2016. Disponível em: http://bit.ly/2LMgjOy

FONTE

SELEÇÃO DE PUBLICAÇÕES 

 

(1) TROPICOS. Disponível em: http://www. tropicos.org/Name/25001137>. Acesso em: 03 maio 2016.

(2) WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO monographs on selected medicinal plants. Geneva, Switzerland: World Health Organization, v. 2, p. 231-245, 2004.

(3) EMSER, W.; BARTYLLA, K. Verbesserung der Schlafqualität. Zur Wirkung von Kava-Extrakt WS 1490 auf das Schlafmuster bei Gesunden. Neurologie/Psychiatrie, v. 5, p. 636-642, 1991.

(4) BLUMENTHAL, M. et al. (Ed.). The comple- te German Commission E monographs. Austin, TX: American Botanical Council, 1998.

(5) JOHNSON, D. et al. Neurophysiologisches Wirkprofil und Verträglichkeit von Kava-Extrakt WS 1490. Eine Pilotstudie mit randomisierter Auswertung. Neurologie/Psychiatrie, v. 5, p. 349- 354, 1991.

(6) KINZLER, E.; KROMER, J.; LEHMANN, E. Wirksamkeit eines Kava-Spezialextraktes bei Patienten mit Angst-, Spannungs- und Erregungszuständen nicht-psychotischer Genese. Doppelblind-Studie gegen Plazebo über 4 Wochen. Arzneimittel-Forschung, v. 41, p. 584-588, 1991.

(7) LEHMANN, E. et al. Efficacy of a special kava extract (Piper methysticum) in patients with states of anxiety, tension and excitedness of non-mental origin - a double-blind placebo-controlled study of four weeks’ treatment. Phytomedicine, v. 3, p. 113-119, 1996.

(8) SCHULZ, V.; HÜBNER, W. D.; PLOCH, M. Clinical trials with phyto-psychopharmacological agents. Phytomedicine, v. 4, p. 379-387, 1997.

(9) SIEGERS, S. P. et al. Ergebnisse der Anwendungsbeobachtung L 1090 mit Laitan Kapseln. Ärztliche Forschung, v. 39, p. 6-11, 1992.

(10) VOLZ, H. P.; KIESER, M. Kava-kava extract WS 1490 versus placebo in anxiety disorders - a randomized placebo-controlled 25-week outpatient trial. Pharmacopsychiatry, v. 30, p. 1-5, 1997.

(11) WARNECKE, G. et al. Wirksamkeit von KawaKawa-Extrakt beim klimakterischen Syndrom. Klinische Wirksamkeit und Verträglichkeit von Kawa-Extrakt WS 1490. Zeitschrift für Phytotherapie, v. 11, p. 81-86, 1990.

(12) WARNECKE, G. Psychosomatische Dysfunktionen im weiblichen Klimakterium. Fortschritte der Medizin, v. 109, p. 119-122, 1991.

(13) Piper methysticum G. Forst. BRITISH herbal pharmacopoeia. London: British Herbal Medicine Association, 1996. (14) BLASCHEK, W. et al. (Ed.). Hagers Handbuch der pharmazeutischen Praxis. Folgeband 2: Drogen A-K, 5th ed. Berlin: Springer-Verlag, 1998.

(15) NORTON, S. A.; RUZE, P. Kava dermo- pathy. Journal of the American Academy of Dermatology, v. 31, p. 89-97, 1994.

(16) RUZE, P. Kava-induced dermopathy: a niacin deficiency? Lancet, v. 335, p. 1442-1445, 1990.

(17) SIEGEL, R. K. Herbal intoxication. Psychoactive effects from herbal cigarettes, tea, and capsules. Journal of the American Medical Association, v. 236, p. 473-476, 1976.

(18) SÜSS, R.; LEHMANN, P. Hämatogenes Kontaktekzem durch pflanzliche Medikamente am Beispiel des Kavawurzel-Extraktes. Hautarzt, v. 47, p. 459-461, 1996.

(19) JAPPE, U. et al. Sebotropic drug reaction resulting from kava-kava extract therapy: a new entity? Journal of the American Academy of Dermatology, v. 38, p. 104-106, 1998.

(20) MATHEWS, J. D. et al. Effects of the heavy usage of kava on physical health: summary of a pi- lot survey in an Aboriginal community. Medical Journal of Australia, v. 148, p. 548-555, 1988.

(21) GARNER, L. F.; KLINGER, J. D. Some visual effects caused by the beverage kava. Journal of Ethnopharmacology, v. 13, p. 307-311, 1985.

(22) SPILLANE, P. K.; FISCHER, D. A.; CURRIE, B. J. Neurological manifestations of kava intoxica- tion. Medical Journal of Australia, v. 167, p. 172- 173, 1997.

(23) STRAHL, S. et al. Nekrotisierende Hepatitis nach Einnahme pflanzlicher Heilmittel. Deutsche Medizinische Wochenschrift, v. 123, p. 1410- 1414, 1998.

(24) ALMEIDA, J. C.; GRIMSLEY, E. W. Coma from the health food store: interaction between kava and alprazolam. Annals of Internal Medicine, v. 125, p. 940-941, 1996.

(25) HOFFMANN, R.; WINTER, U. Therapeutische Möglichkeiten mit einem hochdosierten standardisierten Kava-Kava Präparat (Antares 120) bei Angsterkrankungen. V Phytotherapie Kongress, Bonn, 1993.

(26) WOELK, H. et al. Behandlung von AngstPatienten. Zeitschrift für Allgemeine Medizin, v. 69, p. 271-277, 1993. (27) BRUNETON, J. Pharmacognosy, phytoche- mistry, medicinal plants. Paris: Lavoisier, 1995. (28) SEITZ, U.; SCHULE, A.; GLEITZ, J. [3H]- monoamine uptake inhibition properties of kava pyrones. Planta Med, v. 63, p. 548-549, 1997.

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(30) WHO. World Health Organization. Quality control methods for medicinal plant materials. World Health Organization, Geneva, 1998.

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(33) BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Bulas Padrão de Medicamentos Fitoterápicos. Disponível em: . Acesso em: 23 fev. 2015.

(34) PITTLER, M.H.; ERNST, E. Efficacy of kava extract for treating anxiety: systema- tic review and meta-analysis. Journal Clinical Psychopharmacology, v. 20, p. 84-89, 2000.

(35) PITTLER, M.H.; ERNST, E. Kava for treating anxiety - a meta-analysis of randomized trials. Perfusion, v. 15, p. 474-481, 2002.

Imagem Name Piper methysticum G. Forst. Specimen Zander, Richard Henry - s.n. Short Description Kava. Image Kind Photo (general). Copyright MBG. Fonte: Tropicos.  Disponível em: http://bit.ly/2RNPUoY

REFERÊNCIAS