Equinácea

IDENTIFICAÇÃO

Echinacea purpurea (L.) Moench

Asteraceae

-

Sinonímia

Espécie

Família

Ref.: (1); (2)

Nome Popular

Equinácea

Parte utilizada/órgão vegetal

Raiz.(5)

Preventivo e coadjuvante no tratamento dos sintomas de resfriados.(5)

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS

 

Devido à possível ativação de agressões auto-imunes e outras respostas imunes hiper-reativas, o fitoterápico não deve ser administrado em pacientes com esclerose múltipla, colagenose, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), tuberculose, pacientes em uso de medicamentos imunossupressores e outras desordens auto-imunes.(3,4) Contraindicado para crianças, grávidas e pacientes com histórico de hipersensibilidade e alergia a qual- quer um dos componentes do fitoterápico.(5)

CONTRAINDICAÇÕES

 

Esse fitoterápico não deve ser utilizado por grávidas e lactantes sem orientação médica.(3) Não deve ser utilizado em casos de doenças auto-imunes (encefalites difusa, eritema nodoso, trombocitopenia imunomediada, síndrome de Evans, síndrome de Sjögren com disfunção tubular renal), infecções por HIV e tuberculose. Leucopenia pode ocorrer pela utilização a longo prazo (mais de 8 semanas).(5)

PRECAUÇÕES DE USO

 

Pode causar febre e distúrbios gastrointestinais, como náusea, vômito e paladar desagradável logo após a ingestão. Raras reações alérgicas tais como prurido e agravamento de quadros asmáticos.(4) Reações de hipersensibilidade foram relatadas, como dermatite atópica, urticária, Síndrome de Stevens Johnson, angioedema da pele, edema Quincke e broncoespasmo.

EFEITOS ADVERSOS

 

Deve ser administrado com cautela em associação com fármacos cujo metabolismo é dependente das enzimas CYP.(6)

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

 

Cápsulas e comprimidos contendo extrato seco (etanólico).(3) Raiz seca pulverizada.(5)

FORMAS FARMACÊUTICAS

 

Oral: extrato seco 250 mg, 1 a 3 vezes ao dia (equivalente a 10-30 mg de ácido chicórico por dia).(2) Extrato seco (5,5 - 7.5:1) 30 mg de extrato, equivalente a 200 mg de droga vegetal: 6-9 comprimidos por dia.(5) Raiz seca pulverizada, tomar duas cápsulas, três vezes ao dia.(4,5,13)

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO E POSOLOGIA (DOSE E INTERVALO)

 

Não utilizar por mais que 8 semanas sucessivas.(3)

TEMPO DE UTILIZAÇÃO

 

Não foram encontrados dados descritos na literatura consultada sobre problemas decorrentes de superdosagem. Em caso de administração acima das doses recomendadas, suspender o uso e manter o paciente sob observação.(5)

SUPERDOSAGEM

 

PRESCRIÇÃO

Fitoterápico somente sob prescrição médica.

 

Prymox

NOMES COMERCIAIS

Variação de Preço: R$ 16,50 

 

Fenilpropanoides, polissacarídeos, sesquiterpenos.(2)

PRINCIPAIS CLASSES QUÍMICAS

INFORMAÇÕES SOBRE SEGURANÇA E EFICÁCIA

 

O extrato de E. purpurea atua como imunomodulador por meio de vários mecanismos, confirmados por estudos científicos: ativação da fagocitose, estímulo dos fibroblastos e aumento da mobilidade dos leucócitos.(7,8,9) Foram também relatadas inibição da atividade da hialuronidase, estimulação do córtex adrenal onde são produzidos os glicocorticóides (como a corticosterona e a hidrocortisona), estimulação da produção de properdina (proteína sérica que neutraliza bactérias e vírus) e estimulação da produção de interferon.(10) A atividade imunomoduladora do extrato aquoso e alcoólico de E. purpurea parece depender de um efeito conjunto de vários componentes, como alcamidas, polissacarídeos e derivados do ácido cafeico, principalmente ácido chicórico.(3)

Ensaios não-clínicos Farmacológicos

Extratos de E. purpurea não causaram toxicidade em ensaios de dose única e dose repetida (roedores) e em estudos de genotoxicidade.(5)

Ensaios não-clínicos Toxicológicos

No estudo clínico realizado com 120 pacientes com infecção aguda do trato respiratório houve maior redução do tempo de duração da doença e melhora significativa dos sintomas entre os pacientes tratados com extrato aquoso de E. purpurea do que entre aqueles que foram tratados com placebo.(11) Em outro estudo realizado com 59 pacientes com infecção aguda do trato respiratório, houve redução das queixas relativas a um índice de 12 sintomas em 64% dos pacientes tratados com E. purpurea e 29% entre aqueles que foram tratados com placebo.(12)

Ensaios clínicos Farmacológicos

Não foram encontrados dados descritos na literatura consultada.

Ensaios clínicos Toxicológicos

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Farmacopeia Brasileira. Memento Fitoterápico, 1° Edição, 2016. Disponível em: http://bit.ly/2LMgjOy

FONTE

SELEÇÃO DE PUBLICAÇÕES 

 

(1) TROPICOS. Disponível em: http://www.tropicos.org/NameSearch.aspx?name=Echinacea+p urpurea&commonname=>. Acessado em: 06 maio 2016.

 (2) D´IPPOLITO, J. A. C.; ROCHA, L. M.; SILVA, R. F. Fitorerapia Magistral – Um guia prático para a manipulação de fitoterápicos. 1. ed. São Paulo: Anfarmag, 2005. 194p.

(3) WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO monographs on selected medicinal plants. Geneva, Switzerland: World Health Organization, v. 1, p. 136-144, 1999.

(4) BLUMENTHAL, M. The complete German Comission E monographs – therapeutic guide to herbal medicines. Boston, MA, EUA: American Botanical Council. 1998. 685p.

(5) EMA - European Medicines Agency. Echinacea purpurea. Disponivel em: . Acesso em: 23 fev. 2015.

(6) GORSKI, J. C.; HUANG, S. M.; PINTO, A.; HAMMAN, M. A.; HILLIGOSS, J. K.; ZAHEER, N. A.; DESAI, M.; MILLER, M.; HALL, S. D. The effect of echinacea (Echinacea purpurea root) on cytochrome P450 activity in vivo. Clin Pharmacol Ther, v. 75, n. 1, p. 89-100, 2004.

(7) BAUER, R.; WAGNER, H. Echinacea species as potencial immunostimulatory drugs. In: WAGNER, H.; FARNSWORTH, N. R. (Ed.). Economic and medicinal plants research. London: Academic Press, v. 5, p. 253-321, 1991.

(8) BISSET, N. G.; WICHTL’S, M. Herbal drugs & pharmaceuticals. Boca Raton, FL: CRC Press, 1994.

(9) BRUNETON, J. Pharmacognosy, phytochemistry, medicinal plants. Paris: Lavoisier Publishing, 1995. (10) HAAS, H. A.; MANNHEIM, B. I. Wissenschaftsverlag, p. 134-135, 1991.

(11) HOHEISEL, O.; SANDBERG, M.; BERTRAM, S. et al. Echingard® treatment shortens the cours of the common cold: a double-blind placebo controlled-clinical trial. Eur J Clin Res, v. 9, p. 261-268, 1997.

(12) BRINKEBORN, R.; SHAH, D.; DEGENRING, F. Echinaforce® and other Echinaceae fresh plant preparations in the treatment of the common cold. A randomized, placebo controlled, double-blind clinical trial. Phytomedicine, v. 6, p. 1-6, 1999.

(13) BARRETT, M. The handbook of clinically tested herbal remedies. Volume 1. Nova Iorque, 2003.

Imagem. Echinacea purpurea (eastern purple coneflower) - Echinacea purpurea flower. Kew Royal Botanic Gardens. Disponível em: https://www.kew.org/. “RBG, Kew cannot warrant the quality or accuracy of the data.”

REFERÊNCIAS

® FitoBula. 2019.

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